quinta-feira, 23 de abril de 2009

Repressão linha dura, resistência militante e o Black Block




Desde o começo, a Alemanha Ocidental não encarou bem os jovens autônomos, quer quando eles estavam ocupando usinas nucleares ou prédios desabitados. No inverno de 1980, o governo da cidade de Berlim decidiu reprimir duramente os milhares de jovens squatters pela cidade: eles decidiram incriminá-los, atacá-los e despejá-los nas ruas geladas do inverno. Essa foi uma ação muito mais chocante e diferente na Alemanha, do que seria nos EUA, e teve como resultado o repúdio e condenação da polícia e do governo pela opinião pública. De 1980 em diante, houve um ciclo crescente de prisões em massa, batalhas urbanas, e novas ocupações em Berlim e no resto da Alemanha. Os autônomos não estavam assustados, e cada despejo era respondido como novas ocupações. Quando os squatters de Freiburg foram presos, passeatas e manifestações os apoiaram, e, condenaram a política de despejo da polícia estatal, em quase todas as grandes cidades do país. Naquele dia, em Berlim, posteriormente chamado “sexta-feira negra”, 15.000 a 20.000 pessoas tomaram as ruas e destruíram uma área de consumo da classe média alta. Esse era o caldeirão fervente de opressão e resistência, do qual o Black Bloc surgiu...

Em 1981, o governo alemão começou a legalizar certo squats, numa tentativa de dividir a contra-cultura e marginalizar os segmentos mais radicais. Mas, essas táticas eram lentas demais para pacificar o movimento popular radical – especialmente, desde 1980-81. Não só se havia visto tamanha brutalidade contra os squatters, mas, além disso, a maior mobilização policial da Alemanha desde o III Reich, com o objetivo de atacar manifestantes não-violentos na “livre república de Wendland”, um acampamento de 5.000 ativistas que bloqueavam a construção da usina Gorlebein de lixo nuclear. Mesmo anteriormente, ardentes pacifistas haviam sido radicalizados pela experiência da violenta repressão policial contra diversos squats e ocupações.

Em resposta à violenta repressão estatal, os ativistas desenvolveram a tática do Black Bloc: eles foram protestar e marchar, usando capacetes pretos de motoqueiros, máscaras de esqui, e vestindo-se de preto (ou, para os mais preparados, estofamento de espuma e botas com ponta de aço, carregando seus próprios escudos). No Black Bloc, os autônomos e outros radicais poderiam se defender ou desviar, mais eficientemente, dos ataques policiais; sem serem reconhecidos como indivíduos, evitando prisões e batidas posteriores. E, como todos rapidamente perceberam, ter um grupo grande de pessoas, todas vestidas com a mesma cor de roupa, com os rostos cobertos, não só ajuda a escapar da polícia, mas também deixa mais fácil a tarefa dos sabotadores em destruir vitrines, bancos, e muitos outros símbolos materiais do poder do capitali$mo e do Estado. Nesse sentido, o Black Bloc é uma forma de militância que alivia a problemática entre desobediência civil não-violenta e, sabotagem e “terrorismo” guerrilheiro.

Realizações do Black Bloc e da resistência autônoma


Black Blocs, militância autônoma e resistência popular ao Estado-polícia e à Nova Ordem Mundial se espalharam entre os europeus nos anos 80. Apesar dos radicais holandeses não se intitularem autônomos desde o começo (até 1986), os ativistas contraculturais holandeses dividiram táticas, organizaram estruturas e militâncias com os auto-proclamados Autônomos. O movimento squatter da Holanda realmente começou em 1968, e por volta de 1981, mais de 1000 casas e apartamentos foram ocupados em Amsterdam, e havia por volta de 15000 squats no resto do país. Restaurantes, bares, cafés e centros de informação ocupados eram lugar comum, e os organizados squatters (costumeiramente chamado kraakers) tinham seu próprio conselho para planejar a direção do movimento e sua própria estação de rádio. Contudo, mesmo quando alguns autônomos holandeses se recusaram a usar máscaras de esqui enquanto estavam no Black Bloc, isso não quer dizer que o movimento deixou de ser militante. Um livro sobre o movimento squatter holandês mostra que “desde o início havia existido uma ‘brigada de capacetes pretos’, a qual parecia ter entrado numa batalha”. Batalhas nos despejos dos squats de Amsterdam, freqüentemente, mostravam a construção de enormes barricadas e, squatters encurralados arremessando mobília e outros projéteis, de vários tamanhos e formatos, pelas janelas, visando abater a polícia. Nos anos iniciais, existiam certos limites para o uso da violência, a qual os squatters usariam para retaliar os ataques policiais. De qualquer maneira, em 1985, quando um squatter chamado Hans Kok morreu sob custódia policial, ao ser preso durante um brutal despejo e evacuação, os limites foram superados. Seguindo as notícias de sua morte, uma noite de ávida destruição reinou em Amsterdam, e mesmo carros da polícia foram queimados em frente de vários distritos. Um squatter disse:

“Todos tinham a idéia, agora nós usaremos dos últimos meios, apenas antes das armas mesmo: Molotovs... todos caminhavam com molotovs em seus bolsos, todos tinham garrafas cheias com gasolina... Era o novo método de ação direta”.

Apesar da morte de Hans Kok e da resposta á altura terem tido um efeito negativo sobre o movimento, a nova estratégia se mostrou útil em alguns meios ativistas. Em 1985, o grupo holandês Ação Anti-racista (RARA), fez uma campanha bem-sucedida forçando a rede de supermercados holandeses MARKO a sair da África do Sul: a campanha foi realizada através de numerosos bombardeios, extremamente caros e danosos para as lojas e escritórios da MARKO.

Na Alemanha, em 1986, crescentes ataques policiais e tentativas de despejo, contra um complexo de casas ocupadas em Hamburgo, chamada Haffenstrasse, foram recebidas pela contra-ofensiva marcha de 10000 pessoas, entre elas, no mínimo, 1500 do Black Bloc, carregando uma faixa enorme que dizia: “Construa o poder de enfrentamento revolucionário!”. No fim da passeata, o Black Bloc foi capaz de levar a cabo vitoriosamente uma batalha de rua, na qual a polícia bateu em retirada. No dia seguinte, 13 lojas de departamentos foram queimadas, causando um prejuízo de $10 milhõe$ de dólare$. Naquele mesmo ano, o desastre de Chernobyl trouxe uma nova onda de manifestações contra a construção de novas usinas nucleares na Alemanha. Um relato dessas manifestações antinuclear mostrou: “essas cenas lembram uma ‘guerra civil’; capacetes, Autônomos e anarquistas armados com estilingues, molotovs e maçaricos colidiram brutalmente com a polícia, a qual usou canhões d’água, helicópteros e gás CS (oficialmente banido para uso em civis)”. Em junho de 1987, quando Ronald Reagan foi à Berlim, cerca de 50000 pessoas se manifestaram contra a Guerra Fria, incluindo 3000 pessoas do Black Bloc. Um par de meses depois, os ataques policiais à Haffenstrasse se intensificaram novamente. Em novembro de 1987, moradores e milhares de outros autônomos fortificaram o complexo, construíram barricadas nas ruas e lutaram contra a polícia cerca de 24 horas. No fim, a cidade decidiu legalizar as residências ocupadas.

Mais de 10 anos antes de Seattle e o protesto contra a OMC, os autônomos mobilizaram um evento semelhante com um grande grupo de resistentes. Em setembro de 1988, o Banco Mundial e o FMI se encontraram em Berlim. Os autônomos se valeram deste encontro como foco para a resistência mundial contra o capitali$mo corporativo globalizante e, contra a destruição governamental de bases autônomas e comunitárias. Milhares de ativistas de toda a Europa e EUA foram mobilizados, e 80000 manifestantes foram “encontrar” os banqueiros (no mínimo, 30000 a mais que Seattle). A polícia, completamente superada em número, e a segurança privada do evento tentaram manter a “ordem” banindo todos os manifestantes e atacando brutalmente qualquer assembléia pública, mas as revoltas ainda estraçalharam os centros consumistas de classe média (já era tradição).

domingo, 19 de abril de 2009

Religião e Dominação.



Durante toda a história da humanidade as crenças e religiões justificaram o conformismo e a dominação dos trabalhadores .No Egito antigo,por exemplo, como o faraó era considerado um deus vivo,filho de deus supremo amon-rà,sua autoridade era inquestionavel .Na Ìndia,um dos países mais pobres do mundo,a religião è um dos fatos que justifica a misèria do povo.Segundo o Bramanismo,toda as criaturas vieram do corpo do deus.Que saiu das partes superiores da dividade como a cabeça por exemplo,ocuparam as posições de destaque na sociedade.Em contrapartida,quem nasceu das baixas como os pès ocupam as posições inferiores.Tal condição è, portanto, um desígnio divino. Há ainda a presença do Karma.Dessa forma,quando um individo nasce miseravèl,ele deve se conforma com isso pois isso è seu karma.Ele deve aceitar a sua condição viver sua vida paupérrima até a morte,para que numa próxima encarnação ele venha numa condição melhor. Falamos agora de cristianismo,que è a "nossa" religião.Na Europa Medieval,a igreja Católica era a instituição mais poderosa do mundo.Seu poder superava os dois reis e senhores feudais,que agiam segundo a orientação do clero cristão .A dominação cristã era resultado da pregação cristã era resultado da pregação cristã moldando a mentalidade da època.A igreja destilava sua ideologia provocando comodismo e servidão. O clero dizia que vida terrena è só um estàgio,onde os homens são testados para prova se são ou não merecedores do reino do cèus.As condisses para se alcançar a salvação são a vida humilde de caràter ascètico e passivo.A pregação catòlica a mão-de-obra dòcil para os senhores sob o pretexto da quem melhor servisse ao senhor alcançaria o paraìso celestial.A Terra è uma versão distorcida do cèu,e se no cèu existe hierarquia,na Terra tambèm deve exixtir como uma coisa natural.Da mesma forma que deus puniu satanàs quando ele o desobedeceu,ele farà com os que aqui na Terra desobedecerem aos seus patrões.No final da idade média surgem os governos absolutistas e novamente a Igreja aparece justificando depòticas dos monarcas.O texto bàsico para asse justificação està em Romanos 13:01.Leia em sua bìblia:"Toda alma esteja sujeita aos poderes superiores,porque não hà poder que não venha de deus e os que exitem foram instituìdo por deus".Esse è um dos muitos textos que justificam a ação dos governantes sobre o proletario e atè mesmo a própria existência do estado.Essa questão è brilhante explicada pôr Mikhail Bakunin nos seus escritos."O princìpio do Estado e Deus e o Estado". No mercantilismo igreja catòlica dizia que o soberano absolutista era o representante de deus na terra e que era como se o pròpio deus estivesse no trono governando,o que tornaria o rei onipotente e inquestionável. Esses são só alguns fatos à cerca do cristianismo e a dominação que ele provocou.Atentemos agora,para a ação cristã aqui no Brasil.Um dos Acontecimentos mais gritantes aqui nas terras tupiniquins foi a catequeses dos Ìndios,que muitos livros dizem que foi uma coisa boa.Os jesuìtas destruiram a cultura indìgena impondo junto com a religião cristã a cultura europèia. Com a dominação dos ìndios,conseguiram acabar com as aldeias que entrave à expansão canavieira.Os índios agora.não poderiam mais ser escravizados.Era necessàrio encontrar mão-de-obra farta e barata.E nesse contexto tambèm que se encaixa a igreja catòlica.Cientistas da igreja,examinando o crânio do negro,disseram que o negro não era gente.Que era espécie de símio primitivo,parente próximo do homem.Que o negro era uma espécie de homem das cavernas que ainda não evoluíra à condição de ser humano e portanto não tinha alma para ser cristianismo .Dessa forma só servira para ser escravo e mais nada.Nos nossos dias,vemos além da igreja neo-petencostais surgirem a cada esquina e construírem verdadeiros império que através de suas redes de rádio e TV,do dão todo dia doses maciças de morfina via satélite, provocando comodismo e alienação e fazendo com que as pessoas esperem pacientemente a volta do messias enquanto governos neo-liberais sugam o seu sangue como parasitas.ACORDAMOS DESSE PESADELO MALDITO E ENXUGUEMOS DOS NOSSOS ROSTOS O SUOR DAS CRENÇAS RELIGIOSAS.

sábado, 18 de abril de 2009

Relato sobre as últimas manifestações contra a Otan.




Strasbourg, França///abril 2009


No último dia 4 de abril a OTAN - Organizacão do Tratado do Atlântico Norte - completou seus 60 anos de existência em uma reunião de cúpula na fronteira da França com a Alemanha. Criada em 1949, logo no inicio da guerra fria, a OTAN firmou um acordo que uniu os países do oeste europeu para fazer frente ao bloco soviético.Seis décadas depois, a Organização esta ainda mais fortalecida apesar de submersa em um contexto totalmente novo. Hoje conta com a adesão ao tratado de praticamente o dobro de países que continha em sua fundação, e já não mais enfrenta inimigo algum em um contexto geopolítico, cabendo a ela apenas exercer sua gigantesca pressão bélica nas decisões políticas dentro e fora da união européia.
Como era de se esperar, paralelamente ao aniversário dessa organização assassina, diversas ações foram organizadas aos arredores do mundo e o estado se preparou com o reforço de mais de 30 mil policiais vindos da Alemanha e da Franca. Em Freiburg, na Alemanha, um centro de convergência foi organizado já com algumas semanas de antecendência a reunião da OTAN e uma
demonstração no dia30 de Março contou com 2.500 pessoas, marcando o inicio dos protestos. Em Strasbourg, Franca, a partir do dia 1° de abril um acampamento autogestionário- camp/sink/nato/2009 - foi organizado para receber os manifestantes e promover interação entre coletivos//indivíduos, ações diretas coordenadas, debates, trocas de informações e materiais. Mais de 3.000 pessoas participaram do camp, mas infelizmente quase uma centena de pessoas foram impedidas de ingressar na França, o que representa um atentado a diversos tratados de migração firmados durante a construção da União Européia.
O Camp estava localizado em uma área rural da França, muito próxima ao rio Rhein - que marca a fronteira entre a Alemanha e a França - e a cerca de 2 km da cidade em si. Apesar de grande parte dos participantes virem da Alemanha e França, havia pessoas de todas asn rtes da Europa e até de outros continentes. A Partir do Camp foi possível realizar vários atos… já no primeiro dia houveram alguns enfrentamentos com a policia que impediu os manifestantes de caminhar até a cidade. No dia 2 de abril uma grande demonstração tomou forma a partir do camp em resposta a morte de
IAM TOMLINSON , que faleceu segundos após ter sido atacado pela tropa de choque da policia inglesa durante as manifestações contra a reunião do G20 no dia 1° em Londres. Ao chegar á cidade, xs manifestantes enfurecidxs pelo assassinato do companheiro, atacaram vários pontos da cidade e pouco depois sofreram forte repressão, o grupo se dividiu em dois, e parte foi para floresta sendo encurralados pela policia o que resultou em muitxs feridxs e quase uma centena de detidxs. A outra parte voltou ao camp, seguida pela policia que foi barrada na entrada do camp por barricadas e pedras em um confronto que durou cerca de duas horas.
No dia seguinte mais manifestações foram organizadas pela libertação de todxs xs detidxs e pelo fim da repressão. As pessoas foram impedidas de chegar a cidade a poucas quadras do camp, ainda no vilarejo, o que ocasionou em mais confrontos com a policia. Desta vez sem detidos ou feridos. Já no Sábado, 4 de abril, eram esperadas as maiores demonstrações… que partiriam até a cidade na tentativa de bloquear a reunião dos líderes da OTAN, contando com a participação de dezenas de grupos ligados as mais variadas lutas. Já na saída do camp alguns grupos foram mais uma vez impedidos de chegar a cidade, mas uma grande parte das pessoas conseguiu se deslocar já que esse ato tinha autorização.Depois de alguns quilômetros de caminhada ate a cidade, vários bloqueios se formaram nas pontes que conectam os dois paises segurando o tráfego por um bom tempo em uma bela demonstração de organização e desobediência civil. Ao mesmo tempo outros grupos erguiam barricadas em vários pontos da cidade, resistindo aos enfrentamentos com a policia. Meia dúzia de prédios foram depredados e alguns queimados, assim como o polêmico incêndio do Hotel Ibis, que por aqui se especula ser uma armação da policia, pois o hotel estava totalmente vazio, o incêndio começou no terceiro piso e o fogo se espalhou rápido demais para um incêndio a coquetel molotov, como diz a policia. Um longo dia de resistência a repressão, resultando em centenas de pessoas feridas e aproximadamente 60 pessoas detidas. Domingo, 5 de abril: as tendas começam a ser desmontadas apesar de que os três helicopteros que nos guardaram durante toda a semana ainda não param.Enquanto ouvimos a noticia de que muitxs dos detidxs já foram liberadxs, somos informados também que havia controle policial massivo em todas as saídas do camp, e que estavam buscando por qualquer evidência de participação em black block’s dentro das bagagens, e que muitas pessoas estão sendo detidas. Boa parte das pessoas decidiu esperar, enquanto o Legal Team, junto com a Anistia Internacional tentavam um contato com o chefe de policia para abrir todas as saídas. Nada feito, o controle continua durante todo o dia…e boa parte dos carros que partiram do camp não voltaram; foram detidos ou passaram? Depois de umas quatro horas resolvemos partir também já que com a diminuição do número de pessoas no camp a policia ameaçava invadir o próprio acampamento. Não foi uma saída tranqüila sem dúvida, fomos parados por três patrulhas diferentes, intensamente revistados, fotografados, itens pessoais confiscados, …em quase 3 horas de controle e averiguação.
Uma semana depois, quase a totalidade dxs detidxs foram liberadxs, mas algumas pessoas estão enfrentando processos por, por exemplo, ter um machado no acampamento. Não há justica, não há liberdade! Abaixo ao Estado e todas as suas instituições!
por: Menbro do coletivo presente nas manifestações (A)
Nem G8, Nem OMC, Nem OTAN. AUTONOMIA! LIBERDADE!

EZLN


O EZLN (Exercito Zapatista de Libertação Nacional) é um grupo revolucionário que defende os direitos dos índios de sua terra que são aterrorizados e chacinados (Ex: Aldeia de Acteal, 45 índio mortos). Atuam e vivem em Chiapas, sul do México, uma das áreas mais pobres do México, que seu governo menospreza e trata-os como "persas", sendo que são seus semelhantes de sangue e território. Grupos paramilitares atuam em Chiapas para pressionar o EZLN a se entregar e desistir de seus objetivos. Os guerrilheiros do EZLN estão escondido em cima das montanhas com muitos índios aterrorizados (cerca de 8 mil índios) que buscam proteção se juntando ao EZLN, e negociam com o Governo Mexicano a PAZ e TERRAS para seu povo, que estão amedrontado e sem terra, que o seu governo tirou deles e agora, com os grupos paramilitares, estão tentando botar o povo contra o EZLN. O meio que o governo tem de pressionar o EZLN a se entregar é mantendo o Exército perto das cidades autônomas cercando-as impedindo as bases civis de apoio aos zapatistas de ajudar as cidades autônomas. Com o cerco militar das cidades, os projetos sociais são muito prejudicados, escolas são fechadas por estarem sendo ocupadas pelo exército, faltam remédios e nem comida suficientes para abastecer a sociedade, vitimando a população indígena de Chiapas. Mais uma vez a estratégia militar prejudica o tão aclamado objeto de defesa deles: a população. O EZLN tornou-se publico em 1 de janeiro de 1994 quando entrava em vigor o acordo assinado pelo México, o Tratado de Livre Comércio (NAFTA) com os EUA. Enquanto os comerciantes e empresários comemoravam este fato, os militantes do EZLN tomaram varias cidades em Chiapas. Com armas velhas e em poucas quantidades, o EZLN com rapidez e organização, tomou essas cidades e o FZLN (Frente Zapatista de Libertação Nacional) as administra até hoje, com um "governo" autônomo quase anárquico e administrando as cidades (Ex: Morelia) com democracia direta isto é, o povo participando diretamente das decisões, e não como, por exemplo no Brasil, onde a democracia é representativa, indireta, sendo assim conseguiram se organizar e administrar a cidades autônomas, sendo que não querem mais o governo, querem uma autonomia maior para essas cidades. O "líder" do movimento é o Subcomandante Marcos, um codinome para atuar em anonimato para seus objetivos, sendo que o comandante é o povo a que eles defendem, como ele mesmo gosta de dizer. Tentativas para matá-lo não faltam, tentativas para degenerar sua imagem (como aquela que o exército disse que sabia a identidade dele e começou a distribuir planfetos com seu rosto e recompensa para tê-lo, ele reagiu a seguinte forma: "Eles querem acabar comigo, desse jeito vou perder o status de símbolo sexual com as mulheres, sou muito mais bonito do que o retrato") são quase nula, essa figura é o símbolo mundial representativo do EZLN, ele virou uma marca, não podem mais eliminá-lo, a interligação mundial entre os zapatistas e o mundo está forte. As proposta do EZLN e do FZLN, que está mais atuante agora com está fase de PAZ (até o momento, pois estão (o governo e o grupos paramilitares) começando a tumultuar o processo de paz e negociações o com a guerrilha). O estado do povo em Chiapas é degradante, povo está numa total miséria e doente de tudo, sem ajuda eficiente do governo, tendo que contar com a solidariedade da própria sociedade mexicana e do mundo que ajuda com tudo que pode. A dignidade do povo indígena está sendo resgatada pelo movimento zapatista, homenagem ao Emiliano Zapata, um dos chefes revolucionários da revolução mexicana (1910-17), que está dando uma oportunidade ao povo de morrer lutando ao invés de morrer de tuberculose, tifo, cólera, sarampo, etc. O movimento é um estouro de protestos muito além da fronteira mexicana, representando uma indignação mundial e um apelo para uma maior união entre povos diferentes, independentes de cultura, religião, cor, ou de qualquer diferença irrelevante que possa a ver. O que quero dizer, nosso Rafael Guillér, o chamado Subcomandante Marcos, expressou com uma frase "um mundo onde caibam muitos mundos, um mundo que seja uno e diverso".

quinta-feira, 16 de abril de 2009


'Eu sou contra a ditadura e o fascismo, oponho-me aos regimes parlamentares e às
chamadas democracias políticas. Foi com razão que se falou do nazismo como de um
ataque contra a civilização. Poder-se-ia dizer o mesmo de todas as formas de ditadura, de
opressão e de coação.'

EMMA GOLDMAN

http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/01/o-individuo-na-sociedade.pdf

Organiza-te e lute!

Considerando que na luta contra as forças organizadas do capitalismo e dos governos é necessária a união das forças anarquistas, aspira que tal união se determine sempre mais forte e mais extensa, sobre a base da solidariedade e do concurso consciente de todas as vontades individuais; conseqüentemente retém que os anarquistas, de acordo não somente no plano das idéias, mas também sobre os seus métodos de luta, unam suas forças constituindo-se por grupos em toda a parte e associando tais grupos entre si, conservando naturalmente a autonomia individual nos grupos e a autonomia dos grupos em suas uniões; declara que, ainda que mantendo como necessária esta associação de energias para a ação coletiva, é igualmente necessário que permaneça a ação individual, nos seus desenvolvimentos mais conscientes, de cada um segundo suas forças.
A idéia anarquista tem, como base primeira, a liberdade individual, mas aqueles que pretendem que a liberdade individual na anarquia seja infinita e absoluta, seriam utopistas no sentido mais ridículo do termo, pois o infinito e o absoluto são conceitos abstratos, configurações mentais sem possibilidade de realização prática. Pois bem, é sempre em nome da liberdade individual que numerosos anarquistas, segundo lhes seja conveniente, ou proclamam o direito de fazer seja lá o que for, inclusive atingir a liberdade e o direito do outro, ou declaram incoerente toda a tentativa de realização revolucionária e de organização pela propaganda.Ouvimos dizer que a organização é um método e não um fim; isto é um erro. O princípio da organização não se propagou somente porque organizando-nos hoje poderemos melhor preparar a revolução, mas também porque o princípio da organização em si é um dos postulados principais da doutrina anarquista.Na sociedade burguesa, que o Estado e a Igreja se encarregam de manter unida pela hierarquia para poder explorá-la em sua vantagem, a vontade individual é absorvida e freqüentemente anulada pelo mecanismo social, que pretende prover a tudo e a regular a vida dos indivíduos desde o seu nascimento até a morte. Nesta sociedade, cuja organização é monopolizada pelo Estado e pelo capitalismo, a única organização concebível é aquela para luta contra a opressão e a exploração.Como criticamos as instituições atuais do Estado, da propriedade, da família, para preconizar o advento da anarquia, do comunismo e do amor livre, nós sentimos igualmente a necessidade de atacar e de criticar o sistema de organização autoritária, para propagar a idéia da organização libertária.Sem a organização a anarquia é tão inconcebível quanto o fogo sem a matéria para fazê-lo. E nós propagamos esta idéia não somente pelas razões que iremos enunciar, mas também porque estamos tão persuadidos de que as consciências modernas devam impregnar-se deste seu espírito, sobretudo as consciências dos anarquistas. A organização para metas gerais, com pessoas de outros partidos e outras idéias é útil; mas para formar a consciência anarquista, para precisá-la naqueles que já são anarquistas, temos que adotar a organização dos próprios anarquistas, que deve esforçar-se por ser a mais libertária possível. É neste esforço de tornar libertária a organização dos anarquistas, que consiste a elaboração da nova consciência antiautoritária entre nós, cujo anarquismo é amiúde limitado a uma convicção unicamente doutrinária.No fundo o que é a luta revolucionária senão uma série de inumeráveis tentativas, das quais apenas uma, a derradeira, tem sucesso? Quem teria vencido se não houvessem os fracassos antecedentes? Da mesma forma, no que tange à organização, tentaremos com todas as nossas forças obter sucesso; cada derrota nos aproximará da vitória, mas em cada vez faremos com que nossa tentativa seja melhor e que tenha um resultado menos imperfeito. Isto será mil vezes mais útil para formar consciências que a predicação doutrinária somente.
Por outro lado, aqueles que se declaram inimigos da organização, o são geral-mente porque sentem-se incapazes da solidariedade libertária e no fundo não sabem sair deste dilema: comandar ou serem comandados. Não possuem a consciência "libertária" e portanto não vêem teoricamente outra garantia para a liberdade individual senão o isolamento, a ausência de qualquer pacto e de qualquer vínculo livremente aceitos. Na prática são eles que querem dirigir o movimento e à primeira tentativa de alguém para subtrair-se de suas diretivas, ao primeiro sinal de independência daquele que obstina-se a pensar e a agir à sua maneira, logo se verá tais indivíduos lançarem excomunhões, gritar por incoerência e traição e afirmar que aquele que não age e não pensa como eles não é anarquista. Assim fizeram os padres de todos os tempos e de todas as religiões. Alguém de boa fé se ergueria mais contra a forma do que contra a substância.
Eles não querem a organização mas falam de acordo, de entendimento, de livre pacto e de associação! Não nos ocuparemos destas questões terminológicas e nos limitaremos a relembrar,de uma vez por todas, que organização não significa nem autoridade, nem governo, nem vexação, mas apenas : associação harmoniosa dos elementos do corpo social.
Como queremos que todos os homens, um dia, estejam associados harmonicamente, preconizamos hoje, na luta pela preparação de um tal futuro, a associação harmoniosa dos anarquistas. A organização é um meio para atingir este fim, e um meio mais condizente com as finalidades sociológicas do anarquismo.

Não perderei muito tempo demonstrando como, em linhas gerais, a organização libertária é uma necessidade. Já mostrei, em outro lugar, que a organização, longe de limitar a liberdade individual, a estende e a torna verdadeiramente possível, pois ela oferece ao indivíduo uma soma maior de forças para vencer obstáculos e para melhorar, forças estas que faltariam a cada indivíduo tomado isoladamente.
"A maior satisfação possível de seu eu - dizia eu então - o maior bem estar material e moral , a maior liberdade são possíveis somente quando um homem estiver ligado ao outro pelo pacto de ajuda mútua. Um homem de acordo com a sociedade é sempre mais livre que um homem em luta contra a sociedade. Os anarquistas combatem a organização social atual justamente porque ela impede a existência de uma sociedade relativamente útil a todos os indivíduos e trabalham para que a sociedade inteira não seja mais regulada pela luta a mais encarniçada e feroz, sobre a exploração e sobre a violência tirânica do homem sobre o homem.
Podemos nos rebelar contra esta má organização da sociedade, mas não contra a sociedade em si, como pretendem alguns individualistas. A sociedade não é um mito, nem uma idéia, nem um órgão pré-ordenado e feito por alguém, para que seja possível não reconhecê-la e tentar destruí-la. Ela nem mesmo é - como nos acusam de pensar os stirnerianos - uma coisa superior aos indivíduos e à qual é necessário fazer o sacrifício do seu eu como diante de um fetiche. A sociedade é simplesmente um fato do qual nós somos os atores naturais e que existe na medida em que lá estamos. A sociedade é o conjunto dos indivíduos vivos e cada indivíduo é, por sua vez, tal qual as influências externas, sem excluir as sociais, o formam.
Tudo isso é um fato natural, ligado à vida universal do cosmos. Rebelar-se contra este fato é rebelar-se contra a vida : morrer. Cada indivíduo existe na medida em que ele é o fruto material, moral e intelectual da união de outros indivíduos; ele somente pode continuar vivo, somente pode ser livre, somente pode desenvolver-se fisicamente com a condição de viver em sociedade."
Muitos nos objetam que o homem é egoísta e que sempre é o egoísmo que impele o homem a agir, mesmo quando, aparentemente, os pensamentos e ações são altruístas. Negando o altruísmo, estes opositores chegam logicamente a negar o espírito de solidariedade e de associação.
Não há nada mais perigoso, de certo modo e especialmente para cérebros pouco refletidos, do que se apossar da lógica e levá-la às últimas conseqüências à partir de um princípio dado. Isto vale especialmente quando, à partir do mesmo princípio, pode-se chegar a conclusões absolutamente opostas. Ocorre muitas vezes que, construindo teorias mais ou menos justas no seu ponto de partida, ao evoluir com a lógica cheguemos a um ponto ao qual não esperávamos ou não queríamos chegar. Isto acontece especialmente quando tratamos com doutrinas abstratas, abandonando completamente o campo experimental dos fatos.
Isto acontece de fato com muitos anarquistas individualistas de todos os matizes, desde o individualismo stirneriano anti-socialista até o individualista comunista anti-organizador.
Por:Taty

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ação, Destruição, nem um passo a menos.

Em muito tempo, apenas olhamos, o mundo passar e girar e nóis apenas parados, estarrecidos, nem um minimo movimento para alterar o curso da onde o mundo nos levaria. Pois bem ai esta parece que a juventude de 1968 conseguil o que queria, ou pelo menos ainda tenta alcança-lo, agora voce me pergunta o que ela buscava? - Certamente pelo momento historico em que viviam, com influencias vindas de alguns paises como Cuba e Russia, a juventude buscava sim uma sociedade Comunista, e hoje vemos em alguns pontos presidentes que lutaram em pról tambem desse tal comunismo, assim como o propio presidente do Brasil, e assim correreu tambem como na venezuela, bolivia e equador, assim como presidentes progressistas (Brasil, Argentina, Chile)
Mais por tanto tempo a America Latina veem sendo "estrupada" por paises de primeiro mundo, até hoje continuamos a ver isso, pois ainda que a venezuela seja o novo pais, assim como Chavez diz, mais ainda vende e compra produtos do imperio, e tantos outros paises com suas intituicoes falidas conseguem ainda mais que os proprios paises desenvolvidos Estrupar todo o povo pobre, o Brasil este "pequeno" pais ainda continuar a ser controlado por intituicoes estrangeiras, o petroleo do brasil ainda é comprado e vendido a mesmo preço internacional, sendo que esta em territorio brasileira, pra mim isso é colonialismo ainda, Brasil agora é a colonia emergente (mais o povo ainda esta sem dentes), sendo ainda que com poucas conquistas de alguns que lutaram,seja armados, ou sem armas, conseguiram apenas um lugarzinho no congresso para ter recompensas de suas lutas, mais o povo sempre continua na mesma, falsas promessas de oportunistas, é isso que eu imagino quando penso em um comunista - um oportunista - e assim por decadas eles vem com seu Socialismo Cientifico, destroçando e dominando, ainda mais que na Falsa Democracia Capitalista, na verdade que democracia? o mundo ja viu alguma? acho que nao!
A Partir desse momento da Historia, o pensamento em Poder tem que ser modificado, o poder nao é proprio, e sim coletivo, pense em um coletivo e seja seu poder ser realmente o fator e ponto alge de um grande poder, mais nao falo em coletivo como se tivesse falando em Congresso ou qualquer outra merda que a democracia capitalista inventou com seus representes que se dizem ao lado do povo, mais estão tão perto do povo que inventaram uma cidade (brasilia) para que nao fiquem em contato com os seus eleitores, agora pessoas ficam felizes em poder (olha ele dinovo) exercer o voto. Me digam que voto? o seu voto é jogado em um lixo e levado para um lixão, pois essa tal pessoa que voce votou vai apenas favorecer a sua familia e seus amigos com empregos e salario monstruosos, emquando vc come lixo e lava banheiro.
O Poder na forma que nós conhecemos tem que ser destruido, sem poder revidar, pois o poder emana do povo independente se esses falsos vao nos querer representar, o povo é quem manda, levantaremos em lutas contra o poder que nos oprime e mostraremos a tais lacaios quem é que detem o poder, O Poder de Destruir, o Poder de Construir, o Poder de mudar e acaba com todas as injustiças impostas por oportunistas, O Poder do povo aquele unico que é capaz de acabar com a Burguesia e todos os seus defensores, assim como nossos antepaçados lutaram por um mundo justo hoje, assim como queremos que o mundo seja um lugar mais justo para futuras e presentes civilizações, nao poderemos recurar, nao deixamos eles avançar sobre nós, vamos caminhar juntos a Luta e pela destruição do Poder e constituir uma nova ordem de poder, o poder Anarquista, o poder Libertário, sem opressores e sem oprimidos, Ação para acabar com a burguesia, Destruição de todos os opressores, e NEM UM PASSO A MENOS.


//por Jack Ferrovi@