sábado, 18 de abril de 2009

EZLN


O EZLN (Exercito Zapatista de Libertação Nacional) é um grupo revolucionário que defende os direitos dos índios de sua terra que são aterrorizados e chacinados (Ex: Aldeia de Acteal, 45 índio mortos). Atuam e vivem em Chiapas, sul do México, uma das áreas mais pobres do México, que seu governo menospreza e trata-os como "persas", sendo que são seus semelhantes de sangue e território. Grupos paramilitares atuam em Chiapas para pressionar o EZLN a se entregar e desistir de seus objetivos. Os guerrilheiros do EZLN estão escondido em cima das montanhas com muitos índios aterrorizados (cerca de 8 mil índios) que buscam proteção se juntando ao EZLN, e negociam com o Governo Mexicano a PAZ e TERRAS para seu povo, que estão amedrontado e sem terra, que o seu governo tirou deles e agora, com os grupos paramilitares, estão tentando botar o povo contra o EZLN. O meio que o governo tem de pressionar o EZLN a se entregar é mantendo o Exército perto das cidades autônomas cercando-as impedindo as bases civis de apoio aos zapatistas de ajudar as cidades autônomas. Com o cerco militar das cidades, os projetos sociais são muito prejudicados, escolas são fechadas por estarem sendo ocupadas pelo exército, faltam remédios e nem comida suficientes para abastecer a sociedade, vitimando a população indígena de Chiapas. Mais uma vez a estratégia militar prejudica o tão aclamado objeto de defesa deles: a população. O EZLN tornou-se publico em 1 de janeiro de 1994 quando entrava em vigor o acordo assinado pelo México, o Tratado de Livre Comércio (NAFTA) com os EUA. Enquanto os comerciantes e empresários comemoravam este fato, os militantes do EZLN tomaram varias cidades em Chiapas. Com armas velhas e em poucas quantidades, o EZLN com rapidez e organização, tomou essas cidades e o FZLN (Frente Zapatista de Libertação Nacional) as administra até hoje, com um "governo" autônomo quase anárquico e administrando as cidades (Ex: Morelia) com democracia direta isto é, o povo participando diretamente das decisões, e não como, por exemplo no Brasil, onde a democracia é representativa, indireta, sendo assim conseguiram se organizar e administrar a cidades autônomas, sendo que não querem mais o governo, querem uma autonomia maior para essas cidades. O "líder" do movimento é o Subcomandante Marcos, um codinome para atuar em anonimato para seus objetivos, sendo que o comandante é o povo a que eles defendem, como ele mesmo gosta de dizer. Tentativas para matá-lo não faltam, tentativas para degenerar sua imagem (como aquela que o exército disse que sabia a identidade dele e começou a distribuir planfetos com seu rosto e recompensa para tê-lo, ele reagiu a seguinte forma: "Eles querem acabar comigo, desse jeito vou perder o status de símbolo sexual com as mulheres, sou muito mais bonito do que o retrato") são quase nula, essa figura é o símbolo mundial representativo do EZLN, ele virou uma marca, não podem mais eliminá-lo, a interligação mundial entre os zapatistas e o mundo está forte. As proposta do EZLN e do FZLN, que está mais atuante agora com está fase de PAZ (até o momento, pois estão (o governo e o grupos paramilitares) começando a tumultuar o processo de paz e negociações o com a guerrilha). O estado do povo em Chiapas é degradante, povo está numa total miséria e doente de tudo, sem ajuda eficiente do governo, tendo que contar com a solidariedade da própria sociedade mexicana e do mundo que ajuda com tudo que pode. A dignidade do povo indígena está sendo resgatada pelo movimento zapatista, homenagem ao Emiliano Zapata, um dos chefes revolucionários da revolução mexicana (1910-17), que está dando uma oportunidade ao povo de morrer lutando ao invés de morrer de tuberculose, tifo, cólera, sarampo, etc. O movimento é um estouro de protestos muito além da fronteira mexicana, representando uma indignação mundial e um apelo para uma maior união entre povos diferentes, independentes de cultura, religião, cor, ou de qualquer diferença irrelevante que possa a ver. O que quero dizer, nosso Rafael Guillér, o chamado Subcomandante Marcos, expressou com uma frase "um mundo onde caibam muitos mundos, um mundo que seja uno e diverso".

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